Prefeitura de Cruzeiro do Sul realiza I Seminário da Família Acolhedora e fortalece proteção à infância
- Assessoria de Comunicação

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, realizou nesta sexta-feira, 12, no auditório da Cidade da Justiça, o I Seminário da Família Acolhedora. Com o tema “Políticas e Práticas da Implantação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA)”, o evento reuniu profissionais das áreas de assistência social, saúde, educação, representantes do sistema de justiça, instituições parceiras e adolescentes acolhidos.

O objetivo é fortalecer o conhecimento sobre a nova política pública implantada no município para garantir proteção, cuidado e convivência familiar a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Durante o seminário, foram discutidos os desafios e as estratégias para a implementação do Serviço.

A secretária de Assistência Social e Cidadania, Milca Santos, destacou que o foco é a capacitação dos profissionais que atuarão diretamente na execução e divulgação do programa.
“O Família Acolhedora foi implantado no mês de março e este primeiro seminário é voltado para os técnicos do município das áreas social, saúde e educação, além da equipe que coordena essa política tão importante. Nosso objetivo é formar multiplicadores de conhecimento para que mais pessoas conheçam o programa e compreendam sua importância para a proteção de crianças e adolescentes”, afirmou.

Ela explicou que inicialmente serão selecionadas e capacitadas dez famílias cruzeirenses para participar do serviço.
“As famílias passarão por um processo de seleção, capacitação e acompanhamento. Elas poderão acolher temporariamente crianças que precisarem ser afastadas de seus lares por situações de violência ou outras violações de direitos. É importante destacar que o Família Acolhedora não é um programa de adoção. Trata-se de um acolhimento provisório, realizado com amor, cuidado e proteção, até que a criança possa retornar à família de origem ou tenha outra definição judicial”, ressaltou a secretária.
Representando a Fundação Betel, Tânia Ramalho,destacou que o novo serviço representa um avanço significativo.
“Há 22 anos trabalhamos com acolhimento institucional e percebemos uma demanda cada vez maior. A chegada do Família Acolhedora traz uma alternativa muito importante porque a criança poderá ser acolhida em um ambiente familiar, recebendo atenção individualizada e criando vínculos afetivos. Isso reduz os impactos emocionais causados pelo afastamento do lar e proporciona um ambiente mais acolhedor e humanizado”, enfatizou.

Tânia também destacou a participação dos adolescentes acolhidos pela Fundação Betel durante o seminário.
“Foi uma decisão nossa trazê-los para participar. Eles já possuem maturidade para compreender esse processo e entender que também podem ter o direito de viver essa experiência em uma família acolhedora. Para eles, está sendo um momento muito importante e gratificante”, disse.
O procurador de Justiça Francisco Maia, ressaltou que a convivência familiar e comunitária é um dos direitos fundamentais previstos para crianças e adolescentes.
“A Família Acolhedora insere a sociedade diretamente no cuidado dessas crianças. Ela permite que famílias da comunidade acolham temporariamente quem teve seus direitos violados, até que seja possível a reintegração familiar ou outra medida definitiva. É muito diferente estar em uma instituição e estar em uma família. No ambiente familiar, a criança constrói vínculos, sente pertencimento, convive com referências paternas e maternas e recebe um cuidado mais próximo. Cruzeiro do Sul dá hoje um passo gigantesco para garantir dignidade e proteção às crianças e adolescentes que precisam desse acolhimento”, concluiu.











