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Com o fim da alagação, famílias desalojadas retornam às suas casas


A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Defesa Civil e Secretaria de Ação Social, realizou o trabalho de retorno das últimas famílias que ainda estavam nos abrigos municipais.

“Na quarta-feira da semana passada, conseguimos findar o serviço, retirando todas as famílias, com exceção de dois casos específicos: uma casa muito danificada, e um trapiche que tinha caído e não dava acesso à casa, mas já foi resolvido, e as escolas estão todas desocupadas”, explicou a secretária municipal de assistência social Delcimar Leite.

Ao todo, foram 628 famílias, num total de 2.512 pessoas, que tiveram de ser deslocadas para os treze abrigos, montados nas escolas municipais e estaduais disponibilizadas.

“A assistência social tinha esse papel de cuidar dos abrigos, mas, como eram muitas famílias, o município entrou com apoio das secretarias. Da educação, por exemplo, diretores ficaram como coordenadores dos abrigos, enquanto a equipe da assistência social passava todos os dias nos abrigos. As equipes da saúde também estiveram sempre presentes (24 horas) para atender às famílias. Esse retorno das famílias foi bem tranquilo, apenas uma casa ficou muito danificada e o morador foi encaminhado para aluguel social, até que sejam feitos os reparos necessários”, explicou a assistente social do município, Sandra Soriano.

Durante os meses críticos da alagação deste ano, foram mobilizados servidores de doze secretarias, mais os gabinetes do prefeito e vice-prefeito, além do apoio do Exército Brasileiro e Corpo de Bombeiros, num total de 115 pessoas envolvidas diretamente.

As secretarias de assistência social, saúde e educação ficaram responsáveis pelo bem-estar das famílias nos abrigos e o acompanhamento deve continuar.

“Agora, nesse pós-enchente, a assistência social vai fazer o acompanhamento daqueles casos que sejam necessários, tendo em vista que todos os atendimentos referentes a programas já foram providenciados, mesmo durante a permanência das famílias”, conclui Sandra.

Apesar da alagação deste ano – que atingiu a cota máxima de 13,94m não ter superado em volume de água a do ano anterior que chegou a 14,36m, em quantidade de pessoas atingidas foi próxima às mesmas 28 mil do ano passado.

“Aprendemos muito com a alagação do ano passado e neste ano nossa resposta foi mais rápida e eficaz. Neste ano, já havíamos avançado muito com a vacinação, o que nos deu uma tranquilidade a mais no cuidado com essas famílias. Sabemos que a alagação é um fenômeno da natureza, mas, compete à prefeitura, por meio da defesa civil, coordenar os esforços para minimizar os impactos sobre a vida das famílias atingidas e pudemos contar mais uma vez, esse ano, com o apoio dos servidores da Prefeitura, do Governo do Estado, Exército e Corpo de Bombeiros além da solidariedade da sociedade cruzeirense que nos ajudou muito com as doações ao Programa Juruá Solidário. Este momento de retorno das famílias representa uma alegria e também o retorno à normalidade”, disse o prefeito Zequinha Lima.




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