:: Sobre o município
 
Histórico do Município

Cruzeiro do Sul fica na Região do Juruá, é o segundo maior município do Estado do Acre, com uma área de 7.781,5 km2; limita-se ao Norte com o Estado do Amazonas, ao Sul com o município acreano de Porto Valter, ao Leste com o município acreano de Tarauacá e a Oeste com os municípios acreanos: Mâncio Lima, Rodrigues Alves e também o Peru.
 

Cruzeiro do Sul é conhecido com “Terra dos Nauas”, devido a tribo indígena – os Nauas que habitavam essa região.
 

O município encontra-se numa região de difícil acesso, apesar de estarmos distante da capital por 680km, não temos ligação rodoviária com a mesma e conseqüentemente com outras partes do país. O acesso ao município só é possível por via fluvial ou aérea, tornando assim o custo de vida muito alto, massacrando a população carente que não tem nenhuma expectativa de vida (profissão, educacional e social).
 

O transporte fluvial resume-se apenas ao transporte de mercadorias para o abastecimento do comércio local e das outras cidades da Região do Juruá (Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Valter e Marechal Thaumaturgo). Durante o período da estiagem (sem chuvas) esse transporte fica bastante prejudicado, motivo pelo qual encarece as mercadorias, repercutindo diretamente na sobrevivência da população carente.
 

O transporte aéreo faz linha regular atuando no transporte de passageiros e de carga (mercadorias).
 

A população de 67,441, onde 38.971 vive na zona urbana e 28.470 vive na zona rural, 33.919 são homens e 33.522 são mulheres. A população vive oprimida pelo alto preço das mercadorias e poucas oportunidades de empregos, uma vez que o grande empregador é o setor público, uma pequena parte da população ativa é absorvida pelos estabelecimentos comerciais, a outra grande parte da população ativa está em atividades informais.
 

A agricultura e a pecuária são a nossa principal atividade econômica, destacando-se na produção da farinha que é muito apreciada nos grandes centros urbanos do país e também na criação de gado de corte.
 

Os estabelecimentos comerciais na sua maioria são de pequeno porte. Outra característica das relações comerciais é que 67,37% dos insumos e mercadorias utilizadas pelos estabelecimentos têm origem em outros Estados, 16,48% de outros municípios acreanos e apenas 1,83% na zona rural e 18,32% na própria cidade. Isso significa que o município importa a maioria dos produtos que aqui comercializa.
 

A baixa produção agrícola da zona rural deve-se às características geográficas do município que não permite a todos os agricultores, estrutura para escoamento dos produtos agrícolas, produzindo apenas para o próprio consumo.
 

Quanto a atividade industrial, temos três beneficiadoras de café (moagem do café) e uma de fabricação de guaraná. São estabelecimentos pequenos.
 

A ocupação do nosso município tem as mesmas características históricas da ocupação não só do Estado do Acre, mas da Região Norte. Resultante da vinculação, em mídia nacional, de uma campanha para povoar esta região. Atraindo assim, principalmente os nordestinos, que fugiam da seca, e viam nas campanhas “enganosas” a esperança de encontrar melhores condições de vida. Jamais imaginariam que aqui encontrariam condições sobre humanas de trabalho, ou melhor de escravidão.
 

Através da organização administrativa e jurídica do Acre é possível conhecermos a organização político-administrativa e jurídica do nosso município. Observe essa trajetória:
 

A Lei n.º 1.181 de 25 de fevereiro de 1904 dividiu o Acre em três departamentos administrativos:
- Departamento do Alto Juruá;
- Departamento do Alto Purus;
- Departamento do Alto Juruá.
 

O Departamento do Alto Juruá correspondia a região de Cruzeiro do Sul e a região de Tarauacá, sendo administrada por prefeito nomeado pelo Presidente da República, sendo o Coronel Gregório Thaumaturgo de Azevedo nomeado para primeiro prefeito do Departamento do Alto Juruá.
 

O coronel Thaumaturgo de Azevedo instalou a sede provisória do Departamento do Alto Juruá em Cruzeiro do Sul na foz do Rio Moa, através do Decreto de 12 de setembro de 1904. Em cumprimento ao Decreto n.º 08 de 28 de setembro de 1904, o Coronel Thaumaturgo de Azevedo transferiu a sede do Departamento do Alto Juruá para o Seringal Centro Brasileiro à margem esquerda do Rio Juruá do Sr. Antônio Marques de Menezes (Pernambuco) que foi adquirido através de compra pelo Governo da União.
 

Cruzeiro do Sul tem sua planta planejada pelo Coronel Thaumaturgo de Azevedo (Engenheiro Militar), que foi o nosso primeiro prefeito. Sua administração destacou-se pela organização e construções de edifícios públicos, como a biblioteca pública, o fórum, organizou a justiça e a instrução pública. Governou o nosso município até 07 de julho de 1906.
 

Em relação a organização judiciária do Acre, o decreto n.º 5.188 de 07 de abril de 1904 criou a comarca do Acre, dividindo o Estado em três distritos.
 

A Lei n.º 1.820 de 19 de dezembro de 1907 modificou a estrutura jurídica do Acre criando o Tribunal de Apelação e as três comarcas que correspondiam aos três departamentos criados pela Lei n.º 1.181 de 25 de fevereiro de 1904.
 

Em 23 de outubro de 1912 o decreto n.º 9.831 criou o Departamento do Tarauacá, desmembrando-o do Departamento do Alto Juruá. Nessa mesma época foram criados cinco municípios entre eles estava Cruzeiro do Sul, onde foi instalado a sede do segundo Tribunal de Apelação com Jurisdição nos Departamentos do Alto Juruá e Tarauacá. Em 28 de fevereiro de 1917 o Decreto n.º 12.405 suprimiu o Tribunal de Apelação de Cruzeiro do Sul.
 

Na área educacional o que podemos observar em respeito à evolução da educação são os poucos registros que ficaram ao longo da nossa história.
 

Nosso primeiro registro é na ata de Fundação de Cruzeiro do Sul em setembro de 1904 lavrada pelo Secretário Geral da Prefeitura o Sr. Henrique Pereira Lucena que registra vários decretos assinados naquela ocasião entre eles o de nº 10, da criação da Escola Visconde de Rio Branco para ensino primário para menores e n.º 11 criando a escola Rodrigues Alves também de ensino primário para adultos. Essas são as duas primeiras escolas oficiais responsáveis pelo início do capítulo da Educação no nosso município.
 

Em 07 de julho de 1906, no relatório enviado pelo Coronel Gregório Thaumaturgo de Azevedo ao Presidente da República, ele relata o seguinte: “Os funcionários trabalham com pontualidade, feitas sua nomeações por concurso, e o número de Escolas Públicas duplicou”, mas não é registrado quantas e nem o nome dessas novas escola.
 

Em 1906 é inaugurado o Liceu Afonso Pena, extinto em 1912, onde hoje funciona a escola Barão do Rio Branco localizada no centro da cidade. Liceu era um tipo de escola filosófica que seguia os ensinamentos de Aristóteles – estabelecimento oficial ou particular de instituição secundária ou de ensino profissional.
 

Pouca coisa temos registrado da história da educação nas três primeiras décadas do século passado. Em 1928 é criada a Escola Absolon Moreira que está em plena atividade até hoje.
 

Em 1938 chega em Cruzeiro do Sul as três freiras dominicanas fundadoras do Instituto Santa Terezinha – escola particular para meninas que funcionava em regime de internato, sendo um marco na educação de Cruzeiro do Sul. As irmãs Adelgundes, Disiboda e Atanásia foram as pioneiras nessa empreitada, não esquecendo todas que deixaram sua cultura, sua família para se dedicar nessa tarefa árdua mas engrandecedora que é educar.
 

Em 1950 o Instituto Santa Terezinha forma a primeira turma de Normalistas de Cruzeiro do Sul – as primeiras professoras formadas no município. Em 1967 forma a primeira turma de Magistério de Cruzeiro do Sul – as primeiras professoras com 2º grau formadas no município.
 

Devemos muito a Igreja Católica nas pessoas dos seus representantes, como o Bispo Dom José Hascher, já falecido, Dom Henrique Ruth, Dom Luiz Herbst, como também os pastores das Igrejas Protestantes que sempre lutaram para que os cruzeirenses tenham o que é primordial ao ser humano: atendimento espiritual e sócio-cultural.
 

As escolas mais antigas de Cruzeiro do Sul que ainda hoje estão em plena atividade são:
- Absolon Moreira – fundada em 1928 que hoje atende ao ensino fundamental e 2º Grau – Telecurso;
 

- Instituto Santa Terezinha – fundado em 1938, que hoje funciona com o Ensino Fundamental e Médio;
 

- Hugo Carneiro – construída em 1948, mas antes funcionava onde hoje é a Cohab, na época uma fazenda de gado com o nome de Marechal Hermes, que tinha como diretor o Professor João Mariano, que assumiu a direção da Hugo Carneiro passando depois para sua filha Professora Gisalda Coelho Mariano Sampaio e hoje atende de 1ª a 4ª série e EJA.
 

- São José – escola particular fundada em 1948 pelos padres espiritanos para meninos, que funcionava em regime de internato e semi-internato e hoje está conveniada com a SEE e atende ao ensino fundamental.
 

- Braz de Aguiar – fundada em 1948 e atende atualmente o ensino fundamental e ensino médio – modalidade Telecurso.
 

- Craveiro Costa – Tem uma história toda especial, fundada em 1957. Até naquela época Cruzeiro do Sul contava apenas com o curso de Normalistas no Instituto Santa Terezinha, escola particular com clientela tradicionalmente feminina.
Um grupo de jovens professores idealistas fizeram um movimento que sacudiu o marasmo da sociedade, visando criar opções para os estudantes que conluiam o curso primário. Conseguiram conquistar o apoio do Dr. Adalberto Sena, que ocupava alto cargo no MEC. Mais cedo do que se podia esperar foi criado o Ginásio Cruzeirense Craveiro Costa em homenagem ao educador e jornalista pelos inestimáveis serviços prestados a terra e ao povo Cruzeirense. Mantido pela Campanha Nacional de Educandários gratuitos, funcionou nas dependências do grupo Escolar Braz de Aguiar até 1969 quando recebeu sua sede no início de 1970. Somente em 1963 passou a receber a assistência da Secretaria Estadual de Educação. Vale ressaltar a valiosa colaboração dos bancários – Bando do Brasil e BASA, que por puro espírito de solidariedade somavam aos seus trabalhos diários os horários noturnos das aulas no Ginásio. O movimento em prol da escola, a luta sem trégua e o esforço quase sobre-humano para manter a grande conquista, foram dos mais belos já realizados em Cruzeiro do Sul, pela sua alta significação para a formação cultural da juventude cruzeirense, pela demonstração de fibra e pela grandeza do ideal daqueles que o fizeram reverendando o Professor Nosser Almeida seu primeiro diretor, Darcy Bezerra, Maria Leonízia da Cruz Araújo, Professor Raul, Bráulio, Dioclécio, Santana, Nadir de Brito, Julieta Cruz, Professor Leite, Leônidas, Antonieta (Tieta) Albuquerque Lima, os primeiros irmãos maristas que chegaram em 1968, Robílio, Braz, Anselmo e todos que deixaram suas sementes plantadas e germinadas.
 

- Flodoardo Cabral – fundada em 1969 para ministrar o curso de Contabilidade. Funcionou inicialmente no Braz de Aguiar, em 1970 no Craveiro Costa. Sua primeira turma formou-se em 1971. Somente mais tarde foi criado o curso de Magistério.
 

Em 1978 é criada a Secretaria Municipal de Educação com três funcionários: uma coordenadora, a Professora Mirtes Barahuna, uma supervisora, a Professora Leuda Areal e uma Agente Administrativo, a Sra. Marnízia Lima Messias, mas foi somente em 1980 que a SEMEC se desvinculou da Inspetoria de Ensino, passando a ser responsável pela sua rede.

Hoje a SEMEC atende a 85 escolas, sendo 18 na zona urbana e 67 na zona rural e a rede estadual atende 75 unidades de ensino entre zona rural e urbana.
 

Em 1980 iniciou o curso universitário – Licenciatura de 1º Grau (Parcelado) atendendo 99 professores de Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó e Mâncio Lima.
 

Em 1989 foi criado o curso de Letras no Campus de Cruzeiro do Sul, funcionando com 80 alunos.
 

Em 1992 foi criado o curso de Pedagogia.
 

Em 2001 foi implantado para os professores do Ensino Fundamental e Médio os cursos de História, Biologia, Geografia, Matemática e Educação Física, cuja conclusão se dará em 2004.
 

Cruzeiro do Sul segundo o censo do IBGE 2001, tem 67.386 habitantes. Temos matriculados nas redes estadual e municipal e particular 33.318 alunos distribuídos no Ensino Infantil, Ensino Fundamental nas modalidades regular e EJA, Ensino Médio nas modalidades regular e EJA. (segundo o Censo Escolar-2003)
 

Isso significa que 49.7% da população está matriculada, não significa porém, que todas as crianças estejam freqüentando a escola. Muitos pais ainda preferem encaminhar seus filhos para o trabalho infantil a mandar para a escola. Esse é um dos grandes problemas a enfrentar. O outro problema é má qualidade de ensino. Toda criança matriculada na 1ª série no final do ano tem que saber ler e escrever para poder ser promovida para a 2ª série. Caso contrário estaremos aumentando o índice de analfabetos funcionais, ou seja, passaram pela escola mas não conseguiram aprender, continuando analfabetos.

Precisamos combater a repetência, a evasão, o trabalho infantil, a exploração sexual de crianças e adolescente, não somente no município de Cruzeiro do Sul, mas em todo país. E a escola precisa tomar consciência, como instituição capaz de transformar que é responsável pelas crianças matriculadas e que essas crianças têm o direito de receber ensinamentos que sejam adequados a sua realidade.
 

Para implementarmos uma política educacional a Prefeitura Municipal e a Secretaria Municipal de Educação têm juntos buscado parcerias que vem proporcionando mudanças positivas e significativas que vem contribuindo visivelmente para a melhoria na qualidade dos serviços oferecidos.
 

Atualmente estamos implementando em parceria com o Instituto Airton Senna e a Fundação Banco do Brasil o Programa Escola Campeã com foco na gestão municipal do Sistema Municipal de Ensino e o Programa Gestão Escolar com foco na gestão escolar.
 

Temos também parceria com o FUNDESCOLA, onde foi implementado o PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola) voltado também para área de gestão escolar e mais recentemente, estamos em fase de elaboração do PES (Plano Estratégico da Secretaria, voltado para a gestão da secretaria.
 

A demanda do Sistema Municipal de Ensino atualmente totaliza 5.727 alunos no Ensino Fundamental, assim distribuídos: 2.400 alunos de 1ª a 4ª série e 1.354 de 5ª a 8ª série na zona urbana, absorvidos por 15 unidades de ensino, com 78 professores atuando de 1ª a 4ª série e 99 professores de 5ª a 8ª série; 1.973 alunos de 1ª a 4ª na zona rural, absorvidos por 67 unidades escolares com 81 professores. Na Educação Infantil temos 900 alunos e 1.202 na Educação de Jovens e Adultos.
 

Na zona rural o trabalho educacional fica bastante comprometido em virtude dos nossos aspectos geográficos que dificulta o monitoramento das unidades escolares. Antes da atual administração praticamente não existia um monitoramento das mesmas.
 

Para garantir a mesma qualidade dos serviços prestados à zona rural foi implementado um projeto de nucleação rural e um sistema de monitoramento - a superintendência.
 

A nucleação rural e a superintendência foram implementados objetivando amenizar o isolamento das unidades escolares rurais com a Secretaria Municipal de Educação. Reconhecemos as dificuldades geográficas, mas não podemos deixar nossas unidades escolares à mercer da própria sorte. Sabemos das limitações referentes as escolas localizadas nas BR 364 e 307 no período chuvoso, pois as mesmas ficam intrafegáveis, como também das escolas localizadas nos Rios Valparaíso e Juruá-Mirim que no período não chuvoso, quase não permite a navegação. Esses fatos impossibilitaram a nucleação física, fato pelo qual optamos pela nucleação pedagógico-administrativa, onde a zona rural foi dividida em quatro núcleos: um núcleo que engloba 14 escolas localizadas no Rio Juruá e Rio Valparaíso, um núcleo no Rio Juruá-Mirim com 12 escolas, um núcleo na BR 364 com 17 escolas e outro núcleo na BR 307 com 22 escolas. Cada núcleo tem uma escola pólo e uma equipe gestora (um diretor, um coordenador pedagógico e um secretário escolar) que responde pelo núcleo e suas salas anexas. A secretária da escola pólo gera todos os dados da escola pólo e das salas anexas.
 

As salas anexas recebem no mínimo uma visita do diretor e outra do coordenador pedagógico. Para a nucleação rural foi montado toda uma estrutura de apoio logístico com aluguel de dois barcos para os núcleos dos rios e dois carros tracionados para os núcleos das BRs, além de salários atrativos para a equipe.
 

Em janeiro de 2001, quando assumimos essa administração, a Educação Municipal, encontrava-se em descrédito, em parte pela ausência de uma rede física de escolas rurais, uma vez que as atividades educacionais estavam sendo desenvolvidas em casas de farinhas e currais de bois, e também pelo descompromisso com a qualidade dos serviços educacionais oferecidos e o total desrespeito a LDB n.º 9394/96.
 

Hoje o grande desafio dessa administração é a garantia da excelência dos serviços educacionais prestados, adotando uma política educacional cujo foco é o aluno.
 

Uma das primeiras medidas adotadas por essa administração foi construir a rede física rural e reformar e ampliar a rede física urbana.
 

Na rede física rural foram construídas as seguintes unidades escolares:
:: Núcleo da BR 307
- Escola Antônio Borges
- Escola Aníbal Costa
- Escola Adalgísio Rodrigues
- Escola Comunidade Capinarana
- Escola 17 de Novembro
- Escola Nossa Senhora de Nazaré
- Escola Profª Marliz Sampaio de Abreu
- Escola Pólo Hortigranjeiro
- Escola Roseno da Silva
- Escola 06 de Agosto
- Escola Tancredo de Almeida Neves

:: Núcleo da BR 364
- Escola Artur Lebre I
- Escola Leonila Lopes da Silva
- Escola João Maria de Souza Mendonça
- Escola Padre Eriberto
- Escola Padre Manoel da Nóbrega I
- Escola Profª Maria Célia de Oliveira
- Escola Profª Olinda Nery da Silva
- Escola Profº Sidnei Vilela
- Escola Renato Braga

:: Núcleo do Juruá/Valparaíso
- Escola Francisca Maria de Souza
- Escola José do Patrocínio
- Escola Luiz Ferreira
- Escola Medeiros de Albuquerque
- Escola Nadir Messias Cameli
- Escola Neuza Bernardino
- Escola Pantaleão Bussons
- Escola Santa Luzia
- Escola Segadas Viana

:: Núcleo do Juruá-Mirim
- Escola Artur Lebre II
- Escola Helena Nobre
- Escola Marechal Hermes da Fonseca

:: Núcleo Misto
- Escola Flodoardo Cabral
- Escola Moacir Rodrigues

Na rede física urbana foram construídas, as seguintes unidades escolares:
:: Educação Infantil
- Creche Padre Frederico
- Creche Margarida Batista
- Creche Maria Cidália Correia

:: Ensino Fundamental
- Escola Profª Francisca Lima
- Escola Nise Varela

Passaram por reforma e ampliação as seguintes unidades escolares urbanas:
- Escola Antônio Ferreira Gomes
- Escola Artur Maia de Carvalho
- Escola Corazita Negreiros
- Escola Darcy Bezerra
- Escola Emídio Braga de Vasconcelos
- Escola Francisca Barros de Oliveira
- Escola Francisca Rita de Cássia Lima Pinto
- Escola Maria da Conceição Castro Lima
- Escola Maria Terezinha de Jesus Saavedra
- Escola Pe. Cristóvão Freire Arnaud
- Escola Pe. Marcelino Champagnat
- Escola Rui Barbosa
- Escola Thaumaturgo de Azevedo

 

 
Território:
 
Cruzeiro do Sul tem seu nome originado na constelação de mesmo nome. O município é o maior e mais importante município do Vale do Juruá. Ela é considerada a capital da região, com um dos mais importantes pólos turísticos e econômico do Estado. Na região de Cruzeiro está situada a Serra do Moa, o maior paraíso ecológico do Estado, é a maior reserva de biodiversidade do Mundo.

O município é conhecido por “Terra dos Náuas” e tem uma beleza diferente, destacada pela magia dos seus balneários, com praias de areias claras e finas, contrastando com as suas águas escuras e límpidas. Os balneários proporcionam ainda passeios que levam a trilhas pela vegetação selvagem da floresta e locais para pescarias.

Cruzeiro do Sul possui construções e monumentos que simbolizam e guardam a história e grandeza do seu povo. A cidade ganhou, recentemente, moderno teatro para valorizar o desenvolvimento de atividades culturais.

Cruzeiro tem seu limite ao norte com o Estado do Amazonas; ao sul com o Município de Porto Walter; ao leste com o Município de Tarauacá e a oeste com os Municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves e com a República do Peru. A cidade está distante 250 km do município de Pucalpa (Peru), acesso feito por via aérea (táxi aéreo). Os comércios das duas cidades proporcionam um intercâmbio ativo de turistas entre elas.

O extrativismo da borracha foi até o início do século XX a principal atividade econômica desenvolvida no município. Além da borracha, a economia da região explora a comercialização de madeiras. Em Cruzeiro do Sul, a agroindústria ganha destaque com o guaraná e a farinha de mandioca. A farinha constitui-se atualmente no principal produto da atividade econômica municipal e é considerada uma das melhores do Brasil e muito apreciada nas demais regiões do país.
 
Acesso:
 
O Município está distante, aproximadamente, 648 km de Rio Branco, pela rodovia BR-364. Esse acesso está recebendo pavimentação asfáltica. Nessa rodovia encontram-se as cidades de Tarauacá, Feijó, Manoel Urbano e Sena Madureira. A cidade tem uma das melhores pista de pouso da Região Norte, localizada a 15 km do centro urbano. Existe linha regular de jato comercial e aviões de médio porte.
 
Área:
 
O município de Cruzeiro do Sul tem uma área de 7.781,5 Km², eqüivalendo a 26,30% da região do Vale do Juruá e a 5,08% da área total do Estado.
 
Vale do Juruá:
 
Analisando a localização de Cruzeiro do Sul dentro dos aspectos físicos da divisão regional em que está inserida – o Vale do Juruá – é possível ter conhecimento de outros aspectos físicos do município, tais como clima, temperatura, pluviometria, etc.

O Vale do Juruá é composto pelos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves. Os seus limites são marcados ao Norte pelo Amazonas, ao Sul e a Oeste pelo Peru e a Leste pelos municípios de Tarauacá e Jordão.

A área da Região é de 29.686,2 km², ocupando cerca de 19,32% da área total do Estado. Sua população é de 100.320 habitantes e com uma densidade demográfica de 3,38 hab/km².
 
Clima:
 
A região tem clima caracterizado por altas temperaturas e elevados índices pluviométricos. A constância pluviométrica é modificada pela invasão de ar polar que ocorre durante o inverno austral, provocando um período seco e o decréscimo de temperatura, originando o fenômeno conhecido na região como “friagem”.

O comportamento pluviométrico na Regional é o seguinte:

• Média anual: 2.171,3 mm
• Mês mais chuvoso: março – 295,9 mm
• Mês menos chuvoso: agosto – 49,97 mm
• Período chuvoso: 6 meses – novembro a abril
• Período seco: 3 meses – junho a agosto
 
Temperatura:
 
A média anual registrada pelas estações meteorológicas localizadas no Estado está em torno de 24,5ºC. A temperatura máxima média está em torno de 32ºC e a mínima média varia de local para local, em função da maior ou menor exposição aos sistemas atmosféricos extratropicais. Esta variação fica entre 17,4ºC a 20,4ºC.
 
Solos:
 
Na Região do Juruá, os solos da classe dos Podzólicos Vermelho Amarelo Eutróficos em diversas associações são os predominantes. Os Podzólicos são solos minerais, que não contêm excesso de água em sua estrutura, profundos a pouco profundos, moderadamente a bem drenados, com textura muito variável.
 
Vegetação:
 
Cruzeiro do Sul, de acordo com os principais levantamentos florísticos realizados (RADAMBRASIL – 1976/77; PMACI – 1990 e PROJETO ACRE – 1991), apresenta uma vocação estritamente florestal. Sua vegetação natural é composta basicamente por floresta tropical aberta (baixos platôs e aluvial) e floresta tropical densa (baixos platôs, superfície dissecada da Serra do Divisor).

A floresta tropical aberta é predominantemente uma subclasse de formação de climas quentes úmidos, com chuvas torrenciais. Nas áreas aplainadas mostra uma fisionomia florestal bastante aberta, de baixa altura (excepcionalmente ultrapassa 20 m). Nas áreas cortadas por estreitos vales destaca-se a presença de indivíduos arbóreos mais desenvolvidos (mais de 25m) e mais densamente dispostos. Esta floresta apresenta três tipos de sub-bosques: cipó, palmeira e bambu.

A floresta densa, também conhecida como floresta chuvosa, é caracterizada sobretudo por suas grandes árvores, que emergem de um estrato arbóreo uniforme, de 25 a 35 metros de altura.
O potencial econômico da flora regional é imensurável, tanto do ponto de vista madeireiro, da abundância e variedades de espécies produtoras de frutos para a alimentação e uso industrial (açaí, buriti, cupuaçu, banana, caju, coco, urucum, copaíba, cacau, bacuri, jarina, pupunha, etc.) quanto na existência de plantas medicinais e ornamentais (orquídeas, bromélias, helicônia, flodendro, samambaia, palmácea, jibóia, ficus, comigo-ninguém-pode, mussaenga, etc.).
 
Exploração Madeireira
 
O controle da exploração madeireira florestal em Cruzeiro do Sul é feito pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, porém não há informações sobre o monitoramento dos últimos três anos sobre a área total dos desmatamentos levantados em hectares na região.

A economia municipal é baseada na pecuária, farinha e na madeireira. Além dessa atividade, o município vislumbra a possibilidade de incrementar sua economia com a possibilidade do desenvolvimento auto-sustentável.
 
Parque Nacional da Serra do Divisor
 
O Parque Nacional da Serra do Divisor (PNSD), o único do Acre, foi criado em 16 de julho de 1989, pelo Decreto Federal nº 97.839. A localização do parque abrange os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Cruzeiro do Sul, marcando as coordenadas Lat S 07º16’ – 09º04’ e Long. W 72º43’ – 74º00’.

A área do parque é de 843.012 hectares. Cerca de 522 famílias habitam a área, porém aproximadamente 1000 famílias fazem uso dos recursos naturais do parque. Seu clima é quente úmido com um a dois meses secos – Tropical. A temperatura média anual é de 24ºC, com máxima absoluta de 36 a 38ºC e mínima absoluta de 04 a 08ºC. O índice de precipitação anual situa-se entre 1.750 e 2.000 mm.

O parque é banhado pelo rio Juruá, afluente do rio Amazonas, que representa importante via de transporte na região. Seu relevo apresenta quatro blocos distintos – serras de Jaquirana, do Moa, do Joá-Mirim e do Rio Branco – originários de processos erosivos, que resultaram em um planalto e uma extensa área de depressão. Delimitada pelos rios Acre e Javari, essa área de depressão no interior do parque apresenta altitudes que não ultrapassam 300 metros.

A vegetação predominante no parque é aquela característica dos baixos platôs da Amazônia, chamados de “área de transição” e cobertos, em sua maior parte, pelas espécies encontradas na floresta amazônica aberta – palmeiras, cipós e bambus – podendo-se mesmo dividi-la em aberta de cipó e aberta de palmeira. Entre as palmeiras destacam-se a paxiúba-lisa (Iriartea exorrhiza), a patauá (Oenocarpus bataua) e o açaí (Euterpe precatoria). Entre os cipós encontram-se o cipó-cruz (Chicocca brachiata), o timboaçu (Derris guyanensis), o mucunã (Dioclea sp) e o escada-de-jabuti (Bauhinia sp).

Ainda não foram concluídos os levantamentos da flora e da fauna do Parque Nacional da Serra do Divisor, mas organizações não-governamentais, como a S.O.S. Amazônia, já elaboraram o Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra do Divisor, cuja área também não conta ainda com facilidades de transporte e acomodação para visitantes.